Deputados estaduais defendem cadeia produtiva do leite no Paraná

12/02/19 • 15:22
Deputados estaduais defendem cadeia produtiva do leite no Paraná

Na próxima segunda-feira (18), uma audiência pública vai debater as consequências da importação do produto

Das Assessorias (Reichembach, Professor Lemos e Luciana Rafagnin)

Os deputados estaduais Reichembach (PSC), Professor Lemos (PT) e Luciana Rafagnin (PT) se reuniram na segunda-feira (11) para discutir iniciativas em favor do segmento leiteiro no Paraná. Dentre as ações propostas estão a recriação da Frente Parlamentar do Leite na Assembleia Legislativa, que tem como objetivo de defender os interesses do setor, principalmente dos pequenos produtores, e a realização de uma audiência pública sobre as consequências da importação de leite, em especial da União Européia e Nova Zelândia, para a economia.

No momento, a grande preocupação é a importação do leite em pó de países da Europa e da Nova Zelândia. Na última semana foi anunciado o fim da cobrança de uma taxa sobre o produto importado para o Brasil, porém houve uma grande mobilização do segmento e o Ministério da Economia estaria revendo a medida. “O fim da taxação acirraria a concorrência entre o leite em pó estrangeiro e o produto local, causando prejuízos à nossa economia e aos nossos produtores, por isso o debate se faz tão necessário”, afirma Reichembach.

Segundo o deputado Professor Lemos, com essa decisão existe o perigo do mercado brasileiro ser inundado com leite em pó europeu subsidiado, o que inviabilizaria parte da produção nacional, em especial a do Paraná que é o segundo maior produtor do leite do país.

Professor Lemos lembra que os agricultores estrangeiros exportam leite a um preço inferior ao praticado no Brasil com o intuito de conquistar mercados. “Por isso, desde 2001 existia uma tarifa – chamada de antidumping – para evitar que os preços praticados pelos produtores estrangeiros para exportação do produto fossem mais baratos que o do leite produzido no Brasil. Quando temos um país subsidiando a produção e ele é exportado e passa a concorrer com um produto que não é subsidiado, o que nós temos é uma concorrência desleal”, destacou o parlamentar.

A deputada Luciana defende também que a cadeia produtiva do leite é importante para o desenvolvimento do nosso estado e uma estratégia de segurança alimentar e nutricional para o povo paranaense. “As barreiras erguidas na entrada, aqui no Brasil, desses produtos que recebem subsídios nos seus países de origem são justamente uma garantia aos nossos produtores, cooperativas e agroindústrias, no sentido de impedir a concorrência desleal desse leite importado com aquele produzido pela nossa agricultura familiar”, disse.

Luciana argumenta que essa proteção é necessária, pois desencadeia todo um processo de incremento na renda das famílias e dos municípios paranaenses. “O dinheirinho da venda mensal do leite significa muito para a manutenção das famílias, circula no comércio dos pequenos municípios, agrega valor aos produtos dos laticínios e aos derivados do leite das nossas cooperativas e agroindústrias familiares. Temos de barrar o avanço de medidas tão desastradas como essa”, concluiu.

Segundo dados preliminares do Censo Agropecuário de 2017/IBGE, existem no Brasil 1.171.190 estabelecimentos que produzem leite, sendo a maioria de pequenos produtores.

Para a audiência de segunda-feira estão sendo convocados produtores de leite de todo o estado, além de lideranças agrícolas. O evento terá início às 9h no plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná.


Serviço:
Audiência Pública
Assunto: O fim da taxação de leite estrangeiro
Dia: 18 de Fevereiro | segunda-feira
Horário: 9h00
Local: Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná
Praça Nossa Senhora da Salete s/n - Curitiba – Paraná

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