Antes tarde do que a renovação dos contratos

27/02/18 • 16:00
Antes tarde do que a renovação dos contratos

OPINIÃO

Na última semana, vimos as concessionárias e os pedágios do nosso estado se tornarem foco das investigações da 48ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Operação Integração, e ganharem projeção nacional. Entretanto, nós paranaenses, já estamos há 20 anos de olhos – e bolsos – abertos nos queixando e questionando a sanidade deste grande negócio, em que uma das concessionárias recebeu R$ 2,3 bilhões em tarifas pagas pelos motoristas entre 2005 e 2015, e que deste valor, R$ 63 milhões foram desviados de acordo com as investigações.

Além dos preços abusivos cobrados nas praças de pedágio e do baixíssimo retorno em obras em nossas rodovias, atento para a falta de atitude dos órgãos públicos por duas décadas, tanto os de fiscalização quanto os de execução, como a Justiça Federal, que tantas vezes decidiu a favor das concessionárias e seus degraus tarifários. O Ministério Público Federal, através de seus procuradores, diz que a questão dos pedágios é uma “ferida aberta” em nosso estado e que os valores arrecadados não devolvem melhorias à altura do que é pago pelos motoristas. Antes tarde do que a renovação dos contratos em 2021, não é mesmo?

Concordo com o procurador regional do MPF, Carlos Fernando dos Santos Lima, ao afirmar que a privatização das rodovias não garante que não haja corrupção. Além de devermos exigir a transparência nos contratos, devemos observar com atenção a realização das obras em nossas rodovias.

Em acordo com os demais deputados da bancada PSC e PSD na Assembleia Legislativa do Paraná, vamos protocolar um requerimento na Casa pedindo ao Governo do Estado a caducidade do contrato com a concessionária Econorte, empresa que está no foco das investigações da Lava Jato.

Com a confirmação de desvios de verbas nos inquéritos, vamos pressionar a Justiça Federal para que baixe imediatamente o preço altíssimo das tarifas cobradas nas praças e para que haja transparência nos contratos firmados com todas as concessionárias responsáveis pelo Anel de Integração do Paraná.

FOTO: PEDRO DE OLIVEIRA / ALEP

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